É totalmente despropositado todo o conceito de regressar.
Devia ser - ir outra vez a um sítio que já não é o que era.
- Regresso, do latim regressus:
1. Voltar, tornar ao ponto de partida.
2. Fazer voltar.
Quantas palavras de todo um léxico de vida nos terão induzido em erro até hoje?
Não é preciso divagar excessivamente para validar o que quero dizer. Validação exterior é o total paradoxo neste texto, mas adiante. Basta pesquisar amor, por exemplo - tem todas as definições possíveis e imagináveis - que é uma emoção, ou paixão e tal, uma afectividade e por aí fora e até podia dizer que é o fogo que arde sem se ver ou que afinal é cego e surdo ou mudo.
Eu também não sei dizer o que é. Aposto que se escrevesse dicionários as pessoas iam ficar ainda mais confusas que já estão.
Do sítio onde sou basta-me saber que a minha definição de amor inclui palavras como - inteiro, infinito, imensurável e intemporal. Não é sobre relações, emoções, nem laços óbvios como os familiares, em que sentimos naturalmente o afecto pelos nossos. Se bem que natural também se inclui na minha ideia de amor.
Disseram-nos que existem definições específicas e como é assim que está escrito, é assim que se deve viver. - No início era o verbo.
Fizeram-nos acreditar que é necessário todo um rol de esforços e expectativas para darmos e recebermos o que à partida sempre esteve em nós. Não é preciso adaptar-mo-nos, moldar-mo-nos, nem efectuar uma série de malabarismos dignos de arena de circo para encaixar em todo um conceito socialmente adulterado para podermos merecer o que é nosso por direito. Algures, vivemos o papel da mãe e esposa e certinha, porque é assim que deve ser, de preferência com a verdadeira essência constrangida para não se estragar nada, além do nosso próprio som.
Mas alguém nos pediu isso? Onde fomos realmente buscar a ideia que é preciso ser alguma coisa além do amor próprio?
O batimento único da melhor versão de nós, dispensa qualquer tipo de afinação.
Quem nos disse que é egoismo não querer abdicar da nossa essência luminosa para nos ajustarmos numa caixa dois ou três tamanhos abaixo? Ou a cima - é indiferente a direcção.
O amor não é o que nós achávamos que era. O amor não se divide em subcategorias ou tipos. O amor é autenticidade. É em circunstância alguma deixarmos de ouvir o nosso coração para merecermos o que já somos. O amor somos nós.
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