Fiz um bolo de chocolate enfeitado com morangos para celebrar a chegada de Abril que traz todo um pronuncio de vida nova. Também trouxe uma chuvinha de manhã, mas foi de pouca dura, porque as boas notícias, as hormonas ou a sorte de principiante do mês chamaram-me o sol de volta. Sempre adorei celebrações e datas especiais. Celebrar, lembra que a vida vale mesmo a pena, mesmo quando somos obrigados a festejar ao longe.
A época pede uma redenção transformadora, mas tenho a sensação que estamos desde a última páscoa à espera do milagre que nos vai despertar do sono. Dormir é bom. Permite-nos manter uma espécie de bolha anestésica que nos dá uma falsa sensação de protecção mesmo que seja apenas de nós mesmos. Há conforto aparente num sossego estático e se ficarmos mesmo quietinhos e não mudarmos de posição achamos que conseguimos manter-nos no controle da vida. Mas a vida não é sobre nós, ou melhor, é, mas sobre o que somos quando deixamos que ela aconteça sem medo de nos movimentarmos para não rebentar a bolha.
Páscoa é reconciliação com o que está dentro e fora.
É sair do casulo de energia divina concentrada e permitir que o estado de consciência, o do amor puro, faça a sua parte para curar o todo.
Páscoa é a consciência que não estamos sós e a trégua que nos responsabiliza com o resto do mundo.
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