Tenho esta teoria que quando nos alinhamos com o que sentimos estar certo, todo o universo conspira a nosso favor e nos vão surgindo as pistas, como se o caminho fosse um jogo em formato de enigma. Mesmo que isto não seja cientificamente provado, serve para mim e alimenta-me as convicções, obriga-me a raciocinar e a descobrir-me, a sentir que evoluo passando etapas e níveis e superando os desafios - ou não - mas esse é o objetivo.
Também vamos interagindo uns com os outros e cruzando competências e mais valias, construindo ou derrubando pontes, acrescentando ou esvaziando espaços, consoante o que é necessário para desenroscar o processo.
A não ser que seja um Solitaire, que há momentos em que as coisas são só nossas. É preciso tempo para reconfigurar.
A noite foi curta, mas reveladora. Dormi menos que precisava, mas não insisti. Levanto-me, preparo um café longo, abro a porta ao dia e volto a deitar-me na espreguiçadeira do pátio ainda a pensar se não seria melhor voltar para a cama.
Está frio.
A Spooky salta para o meu colo, e começa a ronronar, a oportunista. Acha que as minhas pernas lhe pertencem sempre que as estendo.
Morar no místico litoral Sintrense implica aceitar a neblina matinal e não perder a esperança que o sol há-de acabar por aparecer quando for altura. Permitir que as coisas aconteçam como têm de acontecer sem que isso nos perturbe, é paz.
Pego na paz e na toalha e vestida de outono, decido aproveitar a rigor o dia de descanso, na praia. Se o sol se dignar a fazer-me a vontade, é a cereja no topo do meu bolo, se ele preferir brincar às escondidas com a nuvem da serra, vou ao Angra enfardar uma bola de Berlim com creme e rir-me dele com a boca cheia de açúcar.
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